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PAISAGENS MODULARES | César Fujimoto

10/02/2012

César Fujimoto [São Paulo]

Programa de exposições e RUA [ruídos urbanos amplificados]
Abertura | 10.02.12 | 19h – 23h

Paisagens Modulares, do artista plástico paulistano Cesar Fujimoto, trouxe trabalhos inéditos que discutem a relação do homem com a paisagem construída. A relação intensa do artista com o paisagismo, a arquitetura e questões urbanísticas é uma constante em seu trabalho.

Na fachada ele participa do projeto RUA [ruídos urbanos amplificados] construindo o trabalho Beehive que trata-se de uma série de grandes módulos no formato dos favos de uma colméia. O comportamento das abelhas é natural e antagônico à auto organização da construção de diversas grandes cidades brasileiras, onde a adequação das construções não leva em consideração o fluir da própria sociedade e os fluxos de vidas que devem se adequar às intempéries das paisagens construídas.

Ao adentrar ao espaço, o espectador se defronta com a instalação Ilha que foi concebida especialmente para a ocasião e dá continuidade à série Oásis que o artista desenvolve desde 2010.

Ilha. [Do lat. Insula] S.f. 1. Geogr. Terra menos extensa que os continentes e cercada e água por todos os lados.

Nesta instalação, encontravam-se módulos de espuma floral com pequenas árvores de maquete. As paredes da sala pintadas de azul completaram a cena onde foi construído um micro ambiente, artificial e modular. Um cenário que distorce a percepção da dimensão. A casa modular, é vista neste caso, sob uma perspectiva inversa à do outro trabalho, o que causa um contraponto interessante. Em um lapso, o espectador pode perceber-se imerso neste ambiente artificial e industrializado e desprovido de sua própria dimensão corporal e transporta-se mentalmente para um diferente contexto. A inversão da proporção traz à luz a questão da artificialização do espaço vivido[1].

Cesar Fujimoto vive e trabalha em São Paulo. Formado em Artes Visuais  no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (2004), ganhou Bolsa Residência no European Ceramic Workcentre, Holanda (2008). Participou de várias exposições individuais e coletivas, nas galerias amarelonegro-RJ e  nuVEM e em outros espaços, no Brasil e exterior, como: Centro Cultural São Paulo, Espaço Cultural da Caixa, RJ, Pavilhão da Bienal de São Paulo, Pinacoteca Miguel Dutra, Passagem Literária da Consolação, MAC-USP, Stedelijk Museum, Holanda, European Ceramic Work Centre. Participou de Bienais e Salões: 10ª Bienal de Santos – Centro de Cultura Patrícia Galvão, 6º Prêmio Flamboyant – Salão Nacional de Arte de Goiás (2006), 30º SARP – Salão de Arte de Ribeirão Preto (2005); 11º Salão da Bahia – Museu de Arte Moderna da Bahia (2004); 4º Prêmio Flamboyant – Salão Nacional de Arte de Goiás (2004).

Som | dj Guilherme Brandão
Visitação | 13.02 – 16.04 | seg – sex | 14h – 18h ou com agendamento

Local
Ateliê Aberto Produções Contemporâneas
Rua Major Sólon, 911 Cambuí 13024-091 Campinas/SP Brasil


[1] Por Guilherme Brandão (Artista Plástico, mestrando em crítica de arte e arquitectura pela Universidade de Coimbra, membro do coletivo Verdes Campos, nasceu e vive em São Paulo). Jan. 2012

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