Relato | Antoine Kolokathis

06/03/2016

Conheci Samantha Moreira na virada do século XX para o XXI, quando fomos membros do Conselho Municipal de Cultura de Campinas. Foi a primeira pessoa que vi, ao vivo, com um piercing no nariz. Confesso que, à primeira vista, achei meio ‘esquisito’ aquele tipo de adorno numa jovem urbana, uma vez que remetia, para mim, a tribos aborígenes. Passada a primeira impressão, com o tempo fomos nos conhecendo, a medida que as reuniões mensais iam acontecendo. Nelas, Samantha se manifestava sempre com moderação, agregando ideias pertinentes e sugerindo ações inovadoras. Sua visão de mundo, conhecimento da vanguarda artística global e facilidade em agregar pessoas, áreas e interesses chamou-me a atenção.

Passaram-se alguns anos, Samantha foi trabalhar no serviço público (mobilidade urbana, onde pôde exercitar ainda mais sua criatividade) e finalmente surgiu uma oportunidade de realizarmos juntos um projeto cultural. A exposição de artes visuais em comemoração aos 30 anos da EPTV foi um grande sucesso, tendo exposto o recorte desse mesmo período das obras dos acervos do MACC (Museu de Arte Contemporânea de Campinas) e do MARP (Museu de Arte de Ribeirão Preto), além de obras emprestadas.

Atualmente temos dois projetos em parceria no mercado, buscando empresas com coragem de sair do beabá do patrocínio cultural. Tarefa não muito fácil, especialmente em tempos de crise.

O trabalho do Ateliê Aberto denota sempre profissionalismo, qualidade artística e o envolvimento de parceiros que (também) gostam muito de que fazem. Essa é a marca que Samantha estampa.

Viva o Ateliê Aberto!

Antoine Kolokathis
Direção Cultura Produções


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